segunda-feira, 24 de outubro de 2011

VIDA

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

Almir Sater- tocando em frente

" Essa musica  expressa o que eu sinto a cada dia que  recordo dos tempos de outrora"

Poeta: Augusto dos Anjos

Nasceu no engenho "Pau d''Arco" na Paraíba do Norte a 20 de abril de 1884. Graduou-se em Letras e lecionou literatura no Liceu Pernambucano e no Rio de Janeiro, no Colégio Pedro II. Do Rio, transferiu-se para Leopoldina, por ter sido nomeado para o cargo de diretor de um grupo escolar. Sua temática predominante é a morte, a morbidez, o pessimismo; seus versos construídos de forma lapidar e com metrificação perfeita e musical, apresentam extravagâncias vocabulares inusitadas para sua época.
Augusto dos Anjos publicou quase toda a sua obra poética no livro Eu, que saiu em 1912. O livro foi depois enriquecido com outras poesias esparsas do autor e tem sido publicado em diversas edições, com o título Eu e Outros Poemas.
Seus poemas transportam a dor humana ao reino dos fenômenos sobrenaturais e seu estilo é testemunho de uma primorosa originalidade em que aparecem termos técnicos e antieufônicos valorizados pela expressividade trágica do poeta. Morreu em Leopoldina, Minas Gerais em 1914.
obrasAugusto dos Anjos é autor de um único livro, ‘Eu’ (1912), que, a partir da 2.ª edição, póstuma, se publicou com o título de ‘Eu e outras poesias’ (1919).

"A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança."
Augusto dos Anjos

Lançamento do blog




" Cada um escreve sua historia de uma maneira"(ronilson souza)



Qual o sentido?

Se escrevo por vaidade
Jamais terá sentido o meu fazer
Deixo-me seduzir, entrego-me de verdade;
Relembro momentos... faço alusão ao saber,
Se entenderes o que digo sinto, então, a felicidade;
Se for em vão este ato, não vale a pena escrever.
Compartilho com o mundo tanto sofrimento
Envio mensagens, confesso aflição;
É louca esta vida; os homens... lamento!
Meu amor é proibido, sou uma aberração;
Não estou isolado, não há ninguém isento,
Convivemos com a imundície, contaminamos este chão.
Escrevo agora o que o futuro desconhece
Minha angústia é passageira, a contemplação chegará;
“Tudo tem seu tempo”: o profeta descreve.
Há tempo pra sorrir, florir, colher... chorar.
Apenas a mudança é eterna, alegre-se:
Toda angústia tem fim... só o amor ficará.
O que seria da luz se não houvesse as trevas?
Qual o sentido do som se o silêncio desaparecer?
Tudo que nasce, morre; eternizou-se esta regra;
Só tem valor, a escrita, onde o homem sabe ler.
Não distribuo armas, não deixo um filho, não planto árvores...
Se for possível tudo faço
Desde que não se torne um fracasso
Este ofício,
Esta dádiva...
ESCREVER
.


de José Raimundo Correia dos Santos