quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Poeta do dia:Luís Vaz de Camões

  Sabe-se que o maior poeta português, Luís Vaz de Camões, nasceu provavelmente em Lisboa (Portugal), por volta de 1524 e pertenceu a uma família da pequena nobreza, de origem galega.
Este poeta do classicismo português possui obras que o coloca a altura dos grandes poetas do mundo. Seu poema épico Os Lusíadas divide-se em dez cantos repartidos em oitavas. Esta epopéia tem como tema os feitos dos portugueses: suas guerras e navegações
Dono de um estilo de vida boêmio, este escritor lusitano foi freqüentador da Corte, viajou para o Oriente, esteve preso, passou por um naufrágio, foi também processado e terminou em miséria. Seus últimos anos de vida foram na mais completa pobreza. 
A bagagem literária deixada pelo escritor é de inestimável valor literário. Ele escreveu poesias líricas e épicas, peças teatrais, sonetos que em sua maior parte são verdadeiras obras de arte
Criador da linguagem clássica portuguesa,  teve seu reconhecimento e prestígio cada vez mais elevados a partir do século XVI. Faleceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1580. Seus livros vendem milhares de exemplares atualmente, sendo que foram traduzidos para diversos idiomas (espanhol, inglês, francês, italiano, alemão entre outros). Seus versos continuam vivos em diversos filmes, músicas e roteiros.
Obras de Camões
1572- Os LusíadasLírica1595 - Amor é fogo que arde sem se ver
1595 - Eu cantarei o amor tão docemente
1595 - Verdes são os campos
1595 - Que me quereis, perpétuas saudades?
1595 - Sobolos rios que vão
1595 - Transforma-se o amador na cousa amada
1595 - Sete anos de pastor Jacob servia
1595 - Alma minha gentil, que te partiste
1595 - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
1595 - Quem diz que Amor é falso ou enganoso 

Teatro     

1587 - El-Rei Seleuco.
1587 - Auto de Filodemo.
1587 - Anfitriões 
"Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos."

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Musica do dia:Para tu amor - Juanes

"Não me falou em amor. Essa palavra de luxo."

Entrevistas com Adélia prado

1º entrevista

 

 2ºentrevista



3° entevista


Poeta do dia: Adélia Prado

   Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 1936 em Divinópolis, MG. Formou-se em filosofia e foi professora. Poetisa, escreveu também livros de prosa: ‘Solte os cachorros’ e ‘Cacos para um vitral’. Tem ainda trabalhos publicados em revistas, jornais e antologias literárias.
"Para mim, a definição mais perfeita de poesia é: a revelação do real. Ela é uma abertura do real. Ela revela aquilo que a gente não sabe. Isso é que é poesia para mim. Ela me tira da cegueira. Um poema verdadeiro tem esse poder, tanto que você abre um manuscrito de mil anos e a coisa está lá, fresquinha, não tem um grão de envelhecimento. Para mim, experiência religiosa e experiência poética são uma coisa só. Isto porque a experiência que um poeta tem diante de uma árvore, por exemplo, que depois vai virar poema, é tão reveladora do real, do ser daquela árvore, que ela me remete necessariamente à fundação daquele ser. A experiência se revela em palavra. A palavra é a carne da experiência. O nome tem que ser a coisa. A linguagem por excelência desse júbilo é poética. Uma oração verdadeira está ungida de mistério, portanto de beleza – portanto de poesia. Poeta não tem função neste sentido de "utilidade" – ele vai ali, tem a experiência e tal. Eu acho que a poesia é um fenômeno da natureza, igual a tempestade, rio, montanha."
(Frases de Adélia Prado, tiradas da entrevista dos Cadernos de Cultura Brasileira, no número dedicado à poeta, e reordenadas)

 
Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou: vai carregar bandeira(…)Vai ser coxo na vida é maldição para homem.Mulher é desdobrável. Eu sou.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Poema infantil: As borboletas

Brancas
Azuis



 
  Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão!
vinicíus de moraes

Musica do dia:Caçador de Mim


De tudo, ficaram três coisas:

A certeza de que estamos sempre começando.

A certeza de que precisamos continuar.

A certeza de que seremos

interrompidos antes de terminar.

Portanto devemos:

Fazer da interrupção um caminho novo.

Da queda um passo de dança.

Do medo, uma escada.

Do sonho, uma ponte.

Da procura, um encontro.
fernando sabino

Poeta do dia: Fernando Sabino

Fernando Tavares Sabino nasceu em Belo Horizonte em 1923. Tradutor de Flaubert e Henry James, entre outros, Fernando Sabino, desde sua estréia em 1941, vem escrevendo contos, novelas, crônicas, romances e biografias. Trabalhou como jornalista e, durante o período em que teve uma importante editora, publicou livros de escritores brasileiros do porte de Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Rachel de Queiroz e Autran Dourado, além da obra de Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Através de um estilo ágil e direto, que confere a seus escritos um tom quase que de confidência oral, várias situações do cotidiano vão surgindo repletas de vibração e absurdo. A ausência de sentido das coisas, entretanto, aparece em inúmeras variações entre dois extremos: do aspecto noturno da inutilidade, que leva à fragilidade e à solidão humanas, ao diurno, no qual o cotidiano é visto como propiciador do cômico. Dele, já foi dito ser um "Kafka de eletricidade positiva", ou seja, um escritor para o qual o mundo só é suportável, e até mesmo divertido, justamente pelo absurdo que lhe é inerente.
 
 
obras

Os Grilos não Cantam Mais (1941)A Marca (1944)A Cidade Vazia, Medo em Nova York (1950)A Vida Real (1952)O Encontro Marcado (1956)O Homem Nu (1960)A Mulher do Vizinho (1962)O Grande Mentecapto (1979)O Menino no Espelho (1982)A Faca de Dois Gumes (1985)A Volta por Cima (1990)Com a Graça de Deus (1994)
 
 
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.